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Você pode estar pagando INSS em dobro, e nem percebeu

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assesjur
há 12 minutos
2 min de leitura

Profissionais da saúde com mais de um vínculo costumam contribuir além do teto. Esse dinheiro pode ser recuperado.

Por Gabriel Zanuzo | Consultor Jurídico - AssesJur



Imagine a seguinte situação: um médico trabalha com carteira assinada no Hospital X. Como o salário é alto, o INSS já é descontado no valor máximo, o chamado teto previdenciário.


Esse mesmo médico também atende no Hospital Y, e lá o INSS é descontado de novo.

O problema é que a lei fixa um limite para a contribuição. Ele vale para a soma de todas as rendas, e não para cada fonte separadamente. Quem já contribuiu pelo teto em um lugar não precisa pagar mais nada nos outros. Tudo o que foi descontado além disso foi pago indevidamente.



Por que isso acontece?

Cada fonte pagadora faz o próprio desconto sem saber quanto o profissional já contribuiu nas outras. Se ninguém cruza essas informações, o excesso se repete todo mês, por anos.


Isso é muito comum entre profissionais que:

  • são sócios de clínica e recebem pró-labore, e ao mesmo tempo têm carteira assinada em hospital;

  • trabalham em mais de um hospital ou estabelecimento de saúde;

  • mantêm consultório próprio e também prestam serviços como autônomos.


Quem pode ter esse direito?


  • Médicos

  • Dentistas

  • Enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais da saúde com várias fontes de renda

Importante: ter mais de uma renda não garante, por si só, a restituição. É preciso verificar, mês a mês, se a soma dos descontos passou do limite legal.


Existe prazo?

Sim. Em regra, é possível pedir a devolução do que foi pago a mais nos últimos 5 anos (art. 168 do Código Tributário Nacional). Cada mês que passa pode ser um mês que você deixa de recuperar.


Como funciona na prática?



  1. Levantamento das rendas: identificamos todos os vínculos, como salários, pró-labore e trabalho autônomo.

  2. Conferência dos descontos: analisamos contracheques, guias e o extrato do CNIS, competência por competência.

  3. Cálculo do excesso: apuramos quanto foi recolhido acima do teto em cada mês.

  4. Pedido de restituição: organizamos a documentação e fazemos o requerimento à Receita Federal.


Quais documentos separar?

  • Extrato do CNIS (disponível no app Meu INSS)

  • Contracheques e informes de rendimentos

  • Comprovantes de recolhimento de INSS e guias, se houver

  • Declarações de Imposto de Renda

  • Contrato social das empresas das quais você participa e comprovantes de pró-labore

  • Documentos pessoais


Vale a pena verificar



Se você é profissional da saúde e recebe de mais de um lugar, a análise é simples e pode revelar valores que você nem sabia que tinha direito de receber de volta.


👉 Fale com a AssesJur e peça a análise do seu caso.

Canoas/RS e região



Cada situação depende de análise individual.

 
 
 

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